quarta-feira, 9 de setembro de 2009

poema cambaleante.










poema escrito em trópicos topeçantes e camaleantes.
poema escrito em tópicos tropeçantes e cambaletantes.


  • uma leve brisa cálida
movimenta-me assim
lá/ali/cá.

  • estou boiando
abobado
no centro de um copo de
chivas.Um só gole e
eu me afundo.Tomei
pedradas de gelo no olho,
outro gole e eu me engulo.

  • estou pintado em batom
na boca de um copo de Teacher's.




  • quando menino era o arroto gasoso de Sprite
que me movia a ver
o mundo em rodopios.





  • estou de ponta-pescoça


  • estou sentado no bote,
navego com as ventas
ao sabor do sorvete
de vento que vem.

  • sou sessenta porcento
do teor de álcool destes Black Labels que
circulam aculá.

  • estou sentado num rio
de baldes e baldes
de whisky em terras ao Sul de Detroit.




-este poema deve ser lido com a voz um pouco embargada

4 comentários:

Andrè Dale disse...

Viva Drigarruds!!!!!!!!!!!!!

Joi disse...

tu és a prova viva da criatividade infinda.

Daniel Belmonte disse...

Rodrigão é o cara

Pedro Thomé disse...

quero ler isso bebedo de wishqui