quarta-feira, 15 de julho de 2009

Homonímia

Homonímia segundo a gramática da língua portuguesa, que consultei no google quando apenas salpiquei lá "h-o-m-o-n-í-m-i-a",é a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica - HOMÔNIMOS.

As homônimas podem ser:

  • Homógrafas heterofônicas ( ou homógrafas) - são as palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia.
    Ex.: gosto ( substantivo) - gosto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo gostar)
    Conserto ( substantivo) - conserto (1.ª pess.sing. pres. ind. - verbo consertar)

  • Homófonas heterográficas ( ou homófonas) - são as palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita.
    Ex.: cela (substantivo) - sela ( verbo)
    Cessão (substantivo) - sessão (substantivo)
    Cerrar (verbo) - serrar ( verbo)

  • Homófonas homográficas ( ou homônimos perfeitos) - são as palavras iguais na pronúncia e na escrita.
    Ex.: cura (verbo) - cura ( substantivo)
    Verão ( verbo) - verão ( substantivo)
    Cedo ( verbo ) - cedo (advérbio)

Agora, saindo um pouco da sétima série :

Quando busquei na internet a letra detalhada de uma música que gosto "é nenhuma".O sistema de procura que todos amamos me exibiu um material bizarro.Que fez acordar em mim a disparidade,diferença,insemelhança (essa é neologismo!) que existe na música chamada homogêneamente : nordestina.
Aliás,indo mais além.O meu desejo neste post é mostrar o rombo de qualidade existente entre DUAS MÚSICAS COM O MESMO NOME.
Algo mais forte do que dois amigos chamados Pedro.Ou duas cidades chamadas Campos.Ou dois diretores cinematográficos chamados David.... apresento-lhes: "é nenhuma" e "é nenhuma".
A primeira composta por um "pensador" carioca para um grupo de Axé Music bahiano(dã??) e a segunda por um "fuleiro" nordestino para ele mesmo e seus amigos fuderosos.

É Nenhuma *

Chiclete Com Banana

Composição: Gabriel O Pensador

É nenhuma meu rei, é nenhuma é nenhuma é nenhuma
É nenhuma meu rei, meu rei, meu rei, meu rei, meu rei
É nenhuma é nenhuma é nenhuma
Se alguém te disser que o baiano é um bicho preguiçoso
É papo furado de povo invejoso, meu rei, não vá acreditar
Se alguém te disser que o baiano é um sujeito molenga

cansou aqui?eu já estava exausto no segundo verso.

Não acredite nessa lengalenga, tem alguém querendo te enganar
Tá pensando que o baiano é o que?
Tá pensando que eu não trabalho?

Você vá na Bahia pra ver, ou na casa do baiano pra saber
Que o baiano é massa, o baiano é fera
O baiano trabalha, batalha, não joga a toalha e sacode a galera
O baiano é fera, o baiano é massa
O baiano tem fé, tem raça e sempre faz a festa por onde elepassa
Tá pensando que o baiano é mole? O baiano não é mole não
Tá pensando que o baiano dá mole? O baiano não dá mole não
O baiano não dá mole não, o baiano não dá mole não
O baiano não é mole não, o baiano não é mole não



É nenhuma*

Lula Queiroga

Composição: Lula Queiroga / Zé Brown / Lulu Oliveira

Eu sei que é longo o caminho e o tempo incerto
Tanto faz o céu fechado ou o mar aberto
Tanto faz um quilo de chumbo ou
Um quilo de algodão
Tanto faz uma japonesa
Amamentar o filho do alemão
Enquanto a cabeça dorme
O corpo pensa
Cada um regulando a sua crença
Prá beijar a mão que te dá a bença
Tem que ter a espinha firme
E a mente tensa

O tempo é prá pensar , conquistar , prosseguir e viver
Olhar pro lado e tentar entender
O importante é a postura
Que a pessoa assuma
No mais : a diferença é nenhuma
É nenhuma



O rombo é explícito.O triste mesmo é provar que o representante do meu Estado nisso tudo colabora com o lado escuro da força.E com humildade eu peço perdão à cultura brasileira em nome do sudeste,foi mal!

Temos composições melhores sim!

e sobre a música bahiana, eu sugiro que vocês procurem este tópico (axé music) no blog "Mundo Fantasmo" do grande sábio PARAÍBA Bráulio Tavares, recomendado ao lado.

ilustro aqui um pedaço interessante ao discutido neste post.

"Alguns críticos vêem na axé-music uma tendência fascista: ela levaria até o extremo aquela atitude megalomaníaca e autoritária do rock, tão bem dissecada por Roger Waters e Alan Parker no filme Pink Floyd: The Wall, misturada com as danças-de-roda das creches infantis e do programa da Xuxa. Valendo-se do coquetel de hormônios que troveja nas artérias da puberdade, é uma música que em momento algum pára de dar ordens aos seus executantes. A axé-music não tem variação em sua letra porque não pode se dar o luxo de esperar que o público faça aquilo espontaneamente; duvido que ele faça, se não fôr mandado. . Suas letras são massificantes e psicologicamente infantilizadoras. Ela é a trilha sonora de um ritual de acasalamento, combinada com o militarismo da aeróbica e com as brincadeiras-de-roda da primeira infância."

(Bráulio Tavares Mundo Fantasmo)



e paralelamente eu me lembro de algo que eu ouvi em Olinda:

eu -Vocês têm aqui algum problema com os bahianos?

nativo - ôxi negão,eles inventaram o axé...

eu calei.





3 comentários:

Daniel Belmonte disse...

Curti, como de hábito!

luizayabrudi disse...

é niuma!! é niuma!! é niuma!! (eu tenho que admitir que eu fiquei com vontade de ouvir a musica do chiclete com banana)

Cris Chevriet disse...

perfeito!!!