terça-feira, 4 de agosto de 2009


Jorge influenciou mais o Tropicalismo do que foi influenciado por ele. Em 67 ele já era admirado por Gilberto Gil, pela coragem de misturar ritmos, temas e línguas africanas na sua arte. Caetano admite:
"Parecia-me que a minha 'Tropicália' era mera teoria, em comparação. Uma tentativa de tratado sobre aquilo de que 'Se manda' era um exemplo feliz. Jorge Ben, sem criar uma 'fusão' artificiosa e homogeneizante, apresentava um som de marca forte, original, pegando o corpo de questões que nos interessava atacar, pelo outro extremo, o do tratamento final, enquanto nós chegávamos a soluções variadas e tateantemente incompletas nesse campo. (...) se nós, tropicalistas, tínhamos, em nosso afã de pôr as entranhas do Brasil para fora, efetuado 'uma descida aos infernos', o artista Jorge Ben Jor é o homem que habita o país utópico trans-histórico que temos o dever de construir e que vive em nós ".

3 comentários:

Cris Chevriet disse...

bem lembrado e total de acordo!!!

Rafael disse...

É, a cor do seu texto poderia ser uma mais favorável à leitura... Huahauhau!
Adorei o poema esquemanovista...
Abraço

Joi disse...

Salve Jorgeeeeeeee!!!!!!