quinta-feira, 21 de maio de 2009

http://www.youtube.com/watch?v=pFIdwP4vbok

e seguindo o exemplo das tias mais generosas,dou aquela segunda fatia pra tu levar pra tua mãe,do pavê da tia Manuela,do bolo,da torta,do bem casado,da mousse...toma lá,pó levar.

por ter sido uma criança roliça,sempre mereci das tias as mais roliças fatias,do bolo,do pavê,da torta

http://www.youtube.com/watch?v=yXHqg6IIXvQ

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Um fado enfadonho


Cá lhe faço um fado chato, ó pá.

Com sotaque que eu não sei usar.

Vede o quão sou-te insolente

Nesta trova deprimente

Sobre motes que não sei cantar


Cá repito temas fúteis

nesta vã língua cabocla

de frívolos fados inúteis

netos dA Maria Louca:

a prole de João- Meia-Dúzia,


e antes um Vira da Prússia,

que um Ouviram do Ipiranga.

Tanto cacau,tanta manga!


Leves frutas a cabeça.


Proste o bacalhau na mesa,

E entorne um do porto já

Chame os primos do Irajá

E o tio ex-taxista. (Com mania de sambista)

E bote-os a gargalhar!


Vais ver a família lá!

Eu sou da família,ó pá!

Não me lanço a nau pro mar

Prancorar o meu juízo,

Não nasceu-me o dente ciso

Ainda estou bom pra pecar.

A sequência da adolescência é a adoleta,
nota que roleta perneta!

Rota-vírus de borboleta
e trota do estrondo : a corneta!

tiros (tinta)que me dispara a caneta.

tonteira


A criança
a Fortuna
O planeta
Contornam-se pela tontura.

A nega toda toda,
o barro quase vaso,
e o percurso do compasso:
pela tonteira.

A insistência do domingo
de dormir segunda feira
A cabeça
da menina do exorcista,
o caminho do relógio,
o centrífugo ciclista:
entontamento.

Só tonto,perplexo
de frágil reflexo
me persuado
persuado?
Ta certo assim?

Nu,no marasmo
rodando em torno de mim
nu,no maraca
e tu
furando o pudim.
Cartazes de
“fima noix galvão”
E rodas :

“-roda Murilo,roda Tião!”

Lapa de Bundas a Mostra

Casa de putas granfinas

Eu dobro minhas apostas

Que vagam no Estácio

Esses moços-meninas.


hormônio desarmonizada

das Gracys aborrecidas

vencidas pelo cansaço

deslizam no espaço e

divagam da vida.


Deitam e o corpo dilata

Monstro,moinho,menina

Nas tetas da mãe drogada

Aplicam labor

No ofício da sina.

sábado, 11 de abril de 2009

Erasmo e Roberto - Cachaça Mecânica

c
Vendeu seu terno, seu relógio e sua alma,

E até o santo ele vendeu com muita fé.

Comprou fiado pra fazer sua mortalha,

Tomou um gole de cachaça e deu no pé.

Mariazinha ainda viu João no mato,

Matando um gato pra vestir seu tamborim,

E aquela tarde, já bem tarde, comentava:

Lá vai um homem se acabar até o fim!

João bebeu toda cachaça da cidade,

Bateu com força em todo bumbo que ele via,

Gastou seu bolso, mas sambou desesperado,

Comeu confete, serpentina e a fantasia.

Levou um tombo bem no meio da avenida

Desconfiado que outro gole não bebia.

Dormiu no tombo e foi pisado pela escola,

Morreu de samba, de cachaça e de folia.

Tanto ele investiu na brincadeira,

P’ra tudo, tudo, se acabar na terça-feira!

Vendeu seu terno...

E até o santo...

Comprou fiado...

Tomou um gole...

João no mato...

Matando um gato...

Naquela tarde...

Lá vai um homem...