quarta-feira, 2 de setembro de 2009

revolta contra os garimpeiros mentais(esses putos)





baby vê quanta gente há martelando na minha cabeça.Vê esses putos de pé,pá,picareta,pica ereta e cobranças?Grava pra mim seus olhos malditos.Memoriza o gosto dos bafos deles,diagnostica.
Para engordar o meu rancor horroroso: interroga estas constelações que me arrebentam a nuca nesta véspera de dia ruim.Apieda-te do homem assombrado,baby,aqui do teu lado,alagado,incomodado assistindo ao





























memorial de Maria Moura.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A Carradine que morreu abraçado a umas putas imaginárias na Thailândia.


Você David,e suas putas de Bangkok
ainda tinham mais anfetaminas pra tomar.
(mais nucas pra golpear)
-pelos segredos sorrateiros do kung-fu-
Você David,muita manga avermelhada para estar babado ainda com.
Ainda muitos jatos de sangue para estar babado com.
Ainda muita soda batizada para estar bêbado com.
Você David, em delírios de luxúria congestionou a fúria.Você David,como todo o bicho humando é ornado por diamantes e recheado de catarro...esses homens maravilhosos e suas mortes tenebrothers!
Você e seu cabelo de Ferreira Gullar,corpo magro e movimentos de palha.(Todo velho é algo constituído majoritariamente por Tempo)
Você David Carradine de silhueta sinuosa e expressões paleolíticas a rodar seus numchacos num lago congelado de um inferno budista.(tomando budweiser)(sonhando em rir com um Western) se lavou na chuva de shurykens da mente.
Você David negou o oxigênio para intensificar o orgasmo e Enforcou suas duas cabeças!
Você de sonhos pervertidos.Você exímio toca-flauta.Você que maquinou surubas monumentais sozinho em seu armário.Você que queimou a arrumadeira do hotel de pavor ao ver sua última posição Kung-fu.
Você matou Bill e não Beatrix Kiddo.




*uma homenagem simples a um grande ator que teve uma grande morte em Junho de 2009.



O corpo do ator de 72 anos foi encontrado na quinta-feira, 4, em uma suíte de luxo do hotel Swissotel Nai Lert Park de Bangcoc.
O tenente da polícia Worapong Chewprecha disse aos jornalistas que o corpo de Carradine tinha uma corda "atada ao redor de seu pênis e outra corda ao redor de seu pescoço".
Ainda segundo Chewprecha, "as duas cordas estavam atadas uma à outra".
"Não está claro se ele se suicidou ou se morreu asfixiado por um problema cardíaco devido a um orgasmo". A polícia concluiu uma autópsia nesta sexta-feira, mas ainda não divulgou nenhum resultado oficial.
Nanthana Sirisap, diretor do Centro de Autópsias do Hospital Chulalongkorn, disse que a análise do cadáver foi feita devido às "circunstâncias inusitadas da morte de Carradine", mas não deu mais detalhes.
O tenente da polícia Teerapop Luanseng disse na quinta, que o corpo de Carradine estava "nu, dependurado no guarda-roupa" e que a polícia trabalhava com a hipótese de suicídio.

Uma das agentes de Carradine, Tiffany Smith da companhia Binder & Associates, descartou essa possibilidade.

"Tudo o que podemos dizer é que sabemos que David não se suicidaria", disse Tiffany. "Estamos esperando que terminam a investigação e averiguem o que ocorreu realmente. Ele apreciava muito tudo o que a vida tem a oferecer... E isso não é algo que David faria consigo mesmo".

Carradine chegou à Tailândia na semana passada e começou a gravar um filme chamado Stretch dois dias antes de morrer, disse Tiffany. Tinha vários projetos preparados para depois desse filme de ação dirigido por Charles De Meaux.

O ator estava de "bom humor" quando deixou os Estados Unidos e em 29 de maio, disse a agente.

O gerente geral do hotel, Aurelio Giraudo, disse que Carradine ingressou em 31 de maio e foi visto pela última vez em 3 de junho. Carradine conversava com os empregados e até tocou piano e flauta no lobby do hotel algumas noites, disse.

"Eu era seu fã. Tivemos uma conversa muito linda quando ele se registrou no hotel", disse Giraudo à Associated Press. "Era uma pessoa muito cheia de vida. Contei a ele que havia visto o filme Crank com minha família e ele sorriu para mim".

Giraudo disse que uma arrumadeira encontrou o corpo de Carradine após bater na porta sem ouvir resposta. A polícia chegou em seguida.

Carradine, praticante de artes marciais, ficou conhecido pela série de TV Kung Fu, transmitida entre 1972 e 1975. Interpretava a Kwai Chang Caine, um monge Shaolin que viajava pelo oeste dos EUA a fim de matar o sobrinho de um imperador que teria assassinado seu mestre de Kung Fu.

No total, trabalhou em mais de 100 longas com diretores como Martin Scorsese, Ingmar Bergman e Hal Ashby. Recentemente voltou às telas como Bill, na série Kill Bill, de Quentin Tarantino.

RETIRADO DO SITE DO ESTADÃO.

-lINK PARA VÊ-LO EM CALMÍSSIMA AÇÃO-

http://www.youtube.com/watch?v=T2HeaRex0Dg

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

contra-senso e contra-fluxo





Wassily Kandinsky (1866-1944)
Transverse Line,
1923

Xotezin de Cachaça
: - Adrenalina!
  1. espaço: Avenida Presidente Vargas no centro do centro do Rio de Janeiro.
  2. Tempo : Horas caóticas do início de agosto de 2009.
  3. discurso motor - "Bens.Só quero os bens materiais,não to te levando alma como alguns capetas,não to te levando o tempo como alguns esportes e jogos,nem estou te levando as esperanças embora, como faz a filosofia e aqueles que muito pensam.O meu negócio mesmo é com os anéis,relógios,celulares,carteiras,brincos e adornos em geral."

Quem teve a sagacidade de notar a minha sagacidade - esse sim é sagaz pra caralho-pôde encarar o sorriso que me visita sempre quando roubo de alguém.

Meto o relógio dum cara que estava lendo no banco carona, Proust, e me lanço peito abertamente sem camisa na Presidente Vargas contra o fluxo iluminado dos carros .Acho essa cor de evenning uma puta coisa linda.Por volta das seis e pouca assim... nas luzes artificiais dos postes eu tenho que desviar ombros e pescoço nessa fuga aloprada com passadas gigantescas.Ai!Essa foi quase.
Incontáveis direções a se tomar,quantos modelos e cores de carro se repetem no lento desfile?Multiplico a minha presença entre para-choques e porta-malas,kombis,caminhões,motoqueiros, sambando em bons chinelos de dedo.Sou ágil,mas sempre perco as corridas que aposto contra a minha sombra asfalto a fora.Imensuráveis taps ecoam de meus pés e motoristas tentam ensinar motoristas berrando e buzinando!
Consigo(em um dos 600 retrovisores que cruzo) perceber que o otário só sente falta de seu relógio quando ele pra mim é passado e eu pra ele sou vulto.Não adianta mais,como ele acha que adianta,se levantar para ir em busca do objeto perdido que agora está confortávelmente repousado no meu bolso.As seis e pouca são um período de escurecimento das luzes naturais,os únicos caminhos iluminados estão repletos de energia elétrica como esta que sinto impulsionar meus joelhos.
A trilha é complexa, e se eu deixasse rastros no asfalto o chão da cidade teria aspecto muito semelhante a uma pintura de Kandinsky.Lambão me aguarda no início da Avenida Passos,faço a curva e dou carona a ele no meu trote sem breque.
Estamos correndo ombro a ombro na Avenida Passos em direção a Pça Tiradentes.O Rio de Janeiro mergulha na noite e nós somos a espuma da onda.

Já dentro de uma das vielas mais escuras e penumbrosas da região: Travessa das Belas Artes, Lambão arrebenta a cara no meio fio e foi meio feio.Aqui não tem risco então eu obrigo o meu corpo a parar.
Levanto o Lambão ensanguentado e raladíssimo com muitos machucados e lágrimas.
- Para com o choro moleque.Porra.
Descarrego lentamente tudo que consegui recolher nessa e na outra noite na mochila de Lambão.
- Olhaí Lambão, não vai rodar com essa merda toda não.Me ouve porra,para de chorar!Vai na barraca do Turíbio na Uru e vende tudo logo...(soluço e catarro)Vai te logo moleque feio.
Lambão tinha lábio leporino e não só por isso que era feio a beça,devia ter alguma doença mental daquelas que faz o sujeito não se importar de começar a babar,ganir ou se ferir com objetos metálicos,tanto que o garoto já tinha mais de três piercings no mesmo lado do rosto que agora sangravam perceptívelmente em sua retirada.
Breu estabilizado no coração de "Dez pras sete",que horário esplêndido também que é esse.Estes prédios enormes que de tão lindos mereciam pequenos suicidas dependurados nas janelas de cada ultimo andar.O céu já bem caido entre nós e o odor das lojas fechadas.Ou em processo de fechar,esse cheiro de pipoca com queijo tão ácido que me faz salivar...resta agora apenas traçar os planos para a última operação da noite,depois buscar o meu dinheiro de volta com o Lambão.Acho que vou matar o tempo em uma exposição ou tomando cachaça no cais.


terça-feira, 4 de agosto de 2009


Jorge influenciou mais o Tropicalismo do que foi influenciado por ele. Em 67 ele já era admirado por Gilberto Gil, pela coragem de misturar ritmos, temas e línguas africanas na sua arte. Caetano admite:
"Parecia-me que a minha 'Tropicália' era mera teoria, em comparação. Uma tentativa de tratado sobre aquilo de que 'Se manda' era um exemplo feliz. Jorge Ben, sem criar uma 'fusão' artificiosa e homogeneizante, apresentava um som de marca forte, original, pegando o corpo de questões que nos interessava atacar, pelo outro extremo, o do tratamento final, enquanto nós chegávamos a soluções variadas e tateantemente incompletas nesse campo. (...) se nós, tropicalistas, tínhamos, em nosso afã de pôr as entranhas do Brasil para fora, efetuado 'uma descida aos infernos', o artista Jorge Ben Jor é o homem que habita o país utópico trans-histórico que temos o dever de construir e que vive em nós ".

Da maior Importancia


Foi um pequeno momento, um jeito
Uma coisa assim
Era um movimento que aí você não pôde mais
Gostar de mim direito
Teria sido na praia, medo
Vai ser um erro, uma palavra
A palavra errada
Nada, nada
Basta quase nada
E eu já quase não gosto
E já nem gosto do modo que de repente
Você foi olhada por nós

Porque eu sou tímido e teve um negócio
De você perguntar o meu signo quando não havia
Signo nenhum
Escorpião, sagitário, não sei que lá
Ficou um papo de otário, um papo
Ia sendo bom
É tão difícil, tão simples
Difícil, tão fácil
De repente ser uma coisa tão grande
Da maior importância
Deve haver uma transa qualquer
Pra você e pra mim
Entre nós

E você jogando fora, agora
Vá embora, vá!
Há de haver um jeito qualquer, uma hora!
Há sempre um homem
Para uma mulher
Há dez mulheres para cada um
Uma mulher é sempre uma mulher etc. e tal
E assim como existe disco voador
E o escuro do futuro
Pode haver o que está dependendo
De um pequeno momento puro de amor

Mas você não teve pique e agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Você não teve pique
E agora não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique
Mas você
Não teve pique
E agora
Não sou eu quem vai
Lhe dizer que fique

Caetano Veloso.

- Sempre achei que essa música era um tirambaço na cara.Ouvindo o disco Índia(1973) da Gal Costa,disponibilizado no sítio Vinil é Arte recomendado aqui ao lado.E aqui embaixo:
www.vinilearte.com eu tive mta certeza disso.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

poesia/flerte com o esquemanovismo*.

Elvira
Elmira
Emília
Alzíra
Úrsula
Dalíla
Natasha
Yasmin

Cigorne
Simone
Cecília
Ivone
Vidinha
Suzana
Cristine
Madá

Perla
Tonica
Sandra
Conchita

Bebel
Evita
Margá
Nathalie
Sâmia
Felipa

Vanda





*esquemanovismo-
Tendência poética surgida nos últimos anos em mesa de boteco humaitense.Tem como objetivo explícito propor todo um esquema novo nos modos de expressão artísticas,ou um esquema todo novo na maneira de expressão artística ou um esquema novo todo nas imbircações das direções poéticas.Entre as características esquemanovistas deste experimento poético,como preferem alguns esquemanovistas esquemanovississimos salta aos olhos o uso exclusivo de nomes,e nomes femininos.Sem preferência exclusiva pelo nome belo,ou pelo nome bizarro estando todos em pé de igualdade como propunha o manifesto esquemanovista que grande sucesso obteve em uma leitura que houve ha não muito tempo em boteco na Pça da Cruz Vermelha.(reduto do crack e logo dos poetas esquemanovistas.)

à pirotecnia que há nas Julianas

A pirotecnia que há nas Julianas.

As Julianas são muitas e todas coloridas

Deus quando as molda as reveste de presentes...

Em cada espasmo convulsionar que eu tiver

Na beirola da morte, espero borbulhar

Em lembranças excêntricas do odor de cada Jú.

Quando o odor for muito para minha capacidade mnemônica:

Vou me perder em lembranças de suas temperaturas,planas.

Nas lembranças das Ju eternas e nas impressões das Ju levianas.

Lembrarei das Jus fulanas,enquanto morro de cama.

E assim amo a maneira que toda Ju que me afana

Me toma com a sede de um caldo de cana....

Ju que é ju não é:

Ufana o delírio gososo de ser Juliana...

explodem todas pelos ares.

Joguei Julianas nos mares para ver se plantava arquipélagos.